Por conta de disputas teológicas envolvendo as escolas do Budismo Tibetano, o 14º Dalai Lama decidiu reprimir a adoração a Dorje Shugden na comunidade de exilados, com expulsão dos monastérios a quem desobedecesse, alegando que este espírito era um demônio e que suas práticas estavam em conflito com a proteção do povo tibetano, a tradição do Budismo e suas responsabilidades políticas.

Dorje Shugden é uma divindade, não como as divindades que estamos acostumados no Ocidente, mas uma metáfora que personifica certas qualidades da mente, estados de espírito que são mentalizados pelos budistas durante suas práticas de meditação.

A adoração a Dorje Shugden existe há mais de trezentos anos e é associada à escola Gelugpa. A controvérsia em torno da divindade surgiu quando alguns Lamas influentes, devotos de Shugden, se opuseram ao crescimento de outras tradições, como a Nyingma, incentivando discípulos a destruirem seus monastérios e estátuas.

O ponto máximo do conflito foi o assassinato de três monges em Dharamsala, incluindo um amigo próximo do Dalai Lama, que foram esfaqueados e retalhados como num ritual de exorcismo. A polícia indiana se pronunciou dizendo que os assassinos eram monges leais a Shugden e que estavam sob a proteção do governo chinês. Mas a sociedade Shugden negou qualquer envolvimento.

Desde então, a Sociedade Shugden no Ocidente, apoiada pelo governo chinês, vem protestando contra tal “discriminação de deidade”, alegando ser ilegal segundo ambas a Constituição do Tibete e da Índia, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que prega a liberdade religiosa, além de ir contra os princípios Tântricos, onde discípulos devem confiar e hornar seus compromissos com os mestres.

Neste dia em Nova Iorque, uma multidão de seguidores do Dalai Lama ameaçou praticantes de Shugden que protestavam em frente ao Radio City Music Hall, onde o Dalai Lama faria um discurso.

Para saber mais acesse:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Controv%C3%A9rsia_de_Dorje_Shugden


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